Com a estréia do filme "Bloqueio", protagonizado por Henry Fonda, no dia 3 de setembro de 1938 Copacabana recebia mais um cinema que, desde então, vem se mantendo como a principal sala de exibição de filmes do bairro.
Nos anos 40 e 50 o programa completo era assistir ao lançamento no Roxy e, na saída, ir ouvir, em primeira mão, a trilha sonora nas cabines exclusivas da loja de discos Copadisco (que ficava em frente ao cinema, do outro lado da Avenida Copacabana).
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Além das exibições dos principais lançamentos do cinema mundial, haviam apresentações de shows de variedades. No grande palco do Roxy haviam duas escadas laterais e, no centro dele, um "semi-fosso" para a orquestra. Por ser um dos cinemas mais importantes da cidade, o Roxy era ponta-de-lança das novidades da indústria cinematográfica, por exemplo no fim da década de 60 era o único cinema do Rio de Janeiro a ter o Cinerama.
O advento dos cinemas com várias salas nos "shopping centers" e a franca decadência dos cinemas de rua, em janeiro de 1991 a empresa proprietária do Roxy fechou o cinema para uma grande reforma que durou três meses.
Na reforma, foi mantido o majestoso hall de entrada e a fachada (marcas registradas do requinte do Roxy), o cinema foi dividido em três salas (Roxy 1, 2 e 3) que ganharam sistemas de áudio e vídeo novos e poltronas confortáveis. Em 1993 houve uma ampliação e revitalização de cinema em imóvel tombado, contemplando novo foyer e reformulação de 03 salas de projeção. Prazo de Execução: Jul/2003 a Dez/2003.
Outros cinemas de Copacabana
Copacabana foi o bairro de maior concentração de cinemas, hoje temos o Roxy e suas 3 salas. Entre os muitos cinemas de Copacabana, já extintos, destacamos:
Cine Jóia
O Cine Jóia, um legítimo poeira. Inaugurado como Cine Hora, a idéia era ser um cinema onde o espectador mataria o tempo, você entrava na hora em que queria e se mandava no momento necessário. A programação era básicamente composta de cinejornais, desenhos animados, pequenos documentários... sobre a tela, estava o relógio para nos situar se já estava ou não na hora do compromisso.
A galeria em que o cinema se localizava era o prenúncio dos shoppings que ainda não tinham tomado conta do Rio. Escadas rolantes, três andares de lojas — algumas de prestígio na época, como a Toulon, a Cascata e a Dijon. O Jóia era um complemento. Mesmo assim, o local acabou ficando conhecido como “a galeria do Jóia”. Foi sempre um cinema esquisito. O funcionário da bilheteria, por exemplo, também era o porteiro e, às vezes, ele tinha que ir ao banheiro. Nessas ocasiões, não ficava ninguém exercendo nenhuma das tarefas. E a gente ali, ouvindo os sinais de que o filme estava começando, sem poder comprar ingresso.
Cinema Rian
Construído por Nair de Teffé (viúva do Marechal Hermes da Fonseca) que juntara suas as últimas economias e construiu o prédio de 4 andares e abriu o cinema, com o nome da Companhia de Teatro que antes fundara e que tinha o seu nome ao inverso Troupe Rian. o Rian era um dos cinemas mais simpáticos de Copacabana, ficava na beira da praia na Avenida Atlântica 2964, entre as ruas Constante Ramos e Barão de Ipanema, foi inaugurado em 28 de novembro de 1942 e demolido em 16 de dezembro de 1983 e constrúido um hotel no seu lugar. Ela explorou pessoalmente o cinema até fazer uma parceria com Luiz Severiano Ribeiro em 1946. O nome original do Rian seria Cine Atlântico. Foi palco do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, na década de 1960. O Rian ficou aberto em 75 pegou fogo e na sua existencia passou por reformas que reduziram os seus 1130 lugares originais para 922 assentos.
Carlos Drummond de Andrade na sua crônica Os Cinemas Estão Acabando disse:
“Esse Rio de Janeiro! O homem passou em frente ao Cinema Rian, na Avenida Atlântica, e não viu o Cinema Rian. Em seu lugar havia um canteiro de obras. Na avenida Copacabana, Posto 6, passou pelo Cinema Caruso. Não havia Caruso. Havia um negro buraco, à espera do canteiro de obras. Aí alguém lhe disse: “O banco comprou.” ”
O Alaska na Galeria Alaska, no Posto 6 era o único cinema em Copacabana que, por ser em anfiteatro, com cadeiras altas, não importava quem se sentasse na sua frente - a visão era perfeita!
O Riviera, que virou Cinema II e, mais tarde, Studio Gaummont.
O Alvorada, no Posto 6 (a primeira sala de arte do Rio).
O Americano, na Avenida Copacabana, 743 (depois 801) com 1215 lugares foi inaugurado em 18/08/1916. Ele deu lugar ao Cinema Copacabana em 1953.
O Metro Copacabana inaugurado em 05/11/1941 e demolido em 26/01/1977, ficava na Avenida Copacabana nº 749, em frente à Rua Raimundo Correia.
O Art-Palácio, na Avenida Copacabana 759-B, inaugurado em 21/10/1950.
O Paris Palace (depois Cinema I), no Posto 2.
O Royal depois Holliday.