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28.07.08

Permalink 22:29:17, por admin Email , 131 palavras, 21 views   Portuguese (BR)
Categorias: Avenida.Copacabana, Bairro.Peixoto, Copa.Antiga

Festa Julina na Serzedelo

Domingo estive na Pç. Serzedelo Correia (Pç. dos "paraíbas"), e gostei
muito da festa. Essa festa é a mesma que acontecia na praça do Bairro
Peixoto
? Achei o local muito melhor mais espaçoso e a festa ficou mais organizada.

Copacabana anda meio carente de eventos para os moradores do bairro.
Tudo que acontece é para quem vem de fora. É muito bom receber os
visitantes, seja de outros bairros ou turistas, mas ultimamente só tem
mega eventos que tem trazido muitos problemas para os moradores e nada
é feito para os que vivem aqui.

É como se Copacabana fosse terra de ninguém.

A festa julina aconteceu sem problemas e com muita segurança, os
organizadores estão de parabéns.

Espero que tenham mais eventos direcionados para nós copacabanenses.

Abç.

Sgomes

03.07.08

Permalink 11:24:13, por admin Email , 367 palavras, 57 views   Portuguese (BR)
Categorias: Avenida.Copacabana, Posto.5

Sobrenatural de Almeida

Pela manhã, Almeida acordou bem tarde e fez exatamente as mesmas coisas que fazia todos os dias há muito tempo: foi ao banheiro, tomou um café com pão com manteiga e abriu o jornal do dia!

- Grande final, ora bolas.

Só se falava nisso em Copacabana. Nas janelas bandeiras, nas ruas pessoas vestidas com a camisa listrada, nos bares a certeza absoluta da vitória esmagadora.

Mas ele, acima de qualquer pessoa, que tinha sérias dúvidas da empolgação dos outros fanáticos, não acreditava mesmo.

- Eu duvido, isso sim!

Não era uma dúvida, era uma certeza. Ficou vendo televisão a tarde toda, os programas de entrevistas, o frisson, a encomenda do chope, a festa no Sambódromo, o gordo Cardiologista reconhecendo o próprio trabalho bem feito, o seu grande sucesso administrativo!

Trabalhando no Caju, ele passaria bem no meio do tumulto, como uma alma penada, uma alma perdida, mais um que passaria batido pelo templo do futebol. Até se lembrou de Nelson, seu irmão mais velho, que já tinha morrido e que também era um torcedor fanático, mas que acreditava no improvável, no sobrenatural!

E como foi difícil sair de Copacabana naquele início de noite... mas às 20:00 em ponto já estava batendo o ponto no cemitério.

Não viu nada do que se passou mergulhado que estava nos seus afazeres burocráticos de todos os dias, mas ouviu os gritos. Ah, isso ouviu! Uma, duas, três, quatro vezes e depois o silêncio.

O retumbante silêncio que se abateu. Por volta de uma e meia da manhã, pegou o seu caminho e voltou prá Copacabana, pensando no que teria acontecido na verdade.

Em Copacabana, nada.

As bandeiras já haviam sido recolhidas, as pessoas dormiam como se nada tivesse acontecido, vivendo o pesadelo da frustração.

Almeida chegou em casa, numa Cinco de Julho ainda mais silenciosa que o normal.

Nem lanchou. Foi direto da cama, com a certeza do dever cumprido, de não ter presenciado o inexplicável, não ser parte do surpreendente, de não ter nada a ver com isso tudo.

Almeida deitou e dormiu.

25.06.08

Permalink 14:32:55, por Guto Senra Email , 8 palavras, No views   Portuguese (BR)
Categorias: Estórias

COPACABANA by Sykeology101






Mais fotos de Copacabana aqui, no Flick dele.

Permalink 14:23:56, por Guto Senra Email , 486 palavras, No views   Portuguese (BR)
Categorias: Estórias

PAREDES FINAS DEMAIS

Barata Ribeiro
Patroa foi viajar com as crianças para o litoral, aproveitar este período de descanso da Justiça para relaxar, muito justo por sinal. Mais justo que isso foi a minha sogra ter ido junto, ficando somente eu e o gato, que a maioria aqui conhece pelo bichano gordo que divide o sofá da sala.

A empregada ficou, bem, pelo menos eu a vi pela manhã e quando cheguei em casa encontrei um monte de roupa no varal e comida no fogão, uma puta macarronada com tudo a que tem direito. E foi só. Antes isso que chegar em casa e encontrá-la com o safado do porteiro, outro que não vale nada e enche a porra do meu saco toda vez que nosso time vai jogar.

Ao contrário dos outros dias, consigo sair cedo do trabalho, sentindo até um sentimento de culpa por não conseguir fazer isso quando todos estão em casa. Sabendo que ia dividir a cama com a minha mão e o controle remoto peguei uns dois filmes na locadora, mas a julgar pela hora, com sorte chego na metade do primeiro.

Cerveja que tinha na geladeira acabou. O gato fica me rodeando mas não dou nem papo, porque comida tem, caminha quentinha só com a mamãe dele que está tomando uma puta de uma chuva na praia e ainda por cima ficou com um quarto com goteira. Não poderia ser pior. Ah, sim. Poderia,
ainda é terça, só volta sexta. Quer apostar quanto que só porque é o final de semana do de peladas da minha turma além do sol sair vai fazer um calor infernal?

A macarronada já era, aliás, estou no segundo prato. Nada pra fazer, não vou conseguir pagar minhas contas agora mesmo, deixo esta humilde mensagem com algumas constatações:

* Nada melhor do que cagar com a porta aberta, vento corrente e sem pressa;
* Meu apartamento produz muito eco, dá para ouvir o chuveiro pingando do corredor;
* Preciso abaixar o som dos meus jogos, principalmente depois de uma da manhã;
* Devia ter pegado um filme pornô, televisão aberta não acontece nem um peitinho;
* Lavar a louça para que? A empregada volta, não volta!??!?
* Ficar de cuecas na sala é o que há!
* Não tem ninguém para comprar coca cola para mim;
* O corredor é ótimo para andar de skate;
* Dá o maior eco quando se joga bombinha pela janela que dá para o estacionamento;
* Interfone toca todo dia mas não atendo;
* Alguém deixou a geladeira aberta, a única lata de cerveja ficou choca;
* Ninguém fica online no dia 2 de janeiro;
* Qualquer apartamento da Barata Ribeiro sofre de paredes finas.

Amanhã tem mais, vou dormir
porque ouvi sirenes na rua
e alguém batendo na porta.

Tomara que não seja comigo!

Texto publicado originalmente no blog Morava em Copacabana.

23.05.08

Permalink 11:03:58, por admin Email , 127 palavras, 29 views   Portuguese (BR)
Categorias: Leme

Compro apatia do Leme

Vendo o bairro do Leme indo para o buraco com essa bandidagem tomando conta da vida e em breve das casas de vôces, sei de um produto que anda sobrando no Leme do qual me interessa muito que é apatia. Aviso a todos que ando comprando apatia de todas as formas pode ser líquida, sólida ou gasosa. Esse material é farto com o povo do Leme. Compro apatia e vendo para países desenvolvidos que tem a mania esquisita de lutar, reclamar e cobrar por seus direitos como a decadência de uma cidade, por exemplo. Eu vendo, para eles adotarem o correto jeito de ser do povo lemense.

Publicado originalmente por Haroldo na Comunidade Leme no Orkut

Entenda a situação do Leme clicando aqui

27.04.08

Permalink 18:31:29, por admin Email , 356 palavras, 97 views   Portuguese (BR)
Categorias: Avenida.Copacabana, Bairro.Peixoto, Posto.5, Posto.6, Copa.Antiga

O cheiro do éter

Vivi uma infância entorpecida pelo éter em Copacabana, para onde me mudei aos 7 anos, depois de sair da Ilha do Governador. O cheiro espalhava-se pelo Posto 5, no rastro de um grande homem andrajoso freqüentemente visto arrastando-se pela Barata Ribeiro. Ele rondava a famosa - e fechada - farmácia Piauí, quase na esquina de Constante Ramos, mas não sei se comprava o vidrinho do produto ali. Os conservadores moradores usavam aquela figura, se não me engano, chamava-se Eduardo, para afastar os filhos das drogas naqueles anos 70. Diziam ser ele um rico herdeiro que havia enlouquecido por causa de maconha, cocaína e ácido e que, agora, afastado da família abastada, pedia esmolas para comprar éter. Eu o vi várias vezes dando suas cafungadas no paninho embebido do líquido, mas nunca acreditei muito no papo da riqueza dele. Para mim, o mendigo era triste, muito triste, e isso só poderia se explicar por alguma desilusão romântica. Inventei uma história para o homem que por um tempo ocupou o lugar das minhas bonecas nas brincadeiras de desvarios. Ele não seria do bairro, mas teria ido à praia lá e encontrou uma 'cocota', por quem se apaixonou. A moça o esnobava, mas ele não ligava, só queria ficar perto dela. Nunca mais voltou para casa, vivendo da piedade alheia. O tempo passou, ela se casou com outro e mudou de lá. Alucinado de dor, o pobre passou a se anestesiar com éter. Fez voto de silêncio - realmente, nunca ouvi sua voz -, parou de tomar banho e fugiu do lugar-comum chamado realidade. Procurava seu amor contrariado sempre rondando quatro quarteirões. Em vão. Seu pé, inchado como seu fígado, sangrava, assim como seu peito. Um dia, Eduardo chorou muito, e as lágrimas cheiravam a éter. Ele, então, cobriu os olhos e o nariz com seu paninho sujo e ficou agonizando três dias assim. Depois disso, ninguém mais o viu. Eduardo sumiu. Virou folclore para os copacabanenses e marco de tristeza para mim.

Originalmente publicado por Ana Silvia Mineiro em Válvula de Escape

16.04.08

Permalink 13:53:40, por admin Email , 852 palavras, 81 views   Portuguese (BR)
Categorias: Avenida.Copacabana, Bairro.Peixoto, Copa.Antiga

Copacabana

Chegava em casa todos os dias por volta das 7:00h da noite. Ia até a janela e olhava o movimento da Rua Santa Clara. Agitada como sempre àquela hora e por horas mais ao longo da noite. Copacabana era o sonho dourado de notívagos e boêmios a procura de diversão e notoriedade para uma noite só.

Mas não ela...

Chegara a alguns anos do interior do estado à procura de oportunidades melhores na vida e tudo que conseguira foi muito trabalho como garçonete em uma pizzaria “pé sujo” durante a noite, um kitnet apertado próximo ao trabalho, que agora conseguia manter sem dividir com nenhum amigo da “noite”, e pagar a faculdade em que estudava farmácia à tarde e sustentava com a bolsa que conseguira trabalhando na própria faculdade de manhã, quase virada do trabalho da noite.

Não tinha importância. Em breve arrumaria um estágio, pois já estava no sétimo período e largaria a pizzaria. Embora se quisesse, poderia se arrumar vendendo aos freqüentadores da pizzaria, algumas drogas que já sabia manipular, como sabia que algum de seus colegas inescrupulosos fazia, talvez se desse melhor. Mas não... Já havia passado por muito para se sujar por tão pouco.

Aquela noite estava começando estranha... Não sabia o que era. A garganta seca e apertada como se alguém quisesse a sufocar... Foi tomar banho para ir trabalhar.

25 anos, um belo corpo e cabelos longos, castanhos e lisos amarrados em um coque para compor com o boné da pizzaria. Estava vestida com o uniforme de trabalho e já ia descendo de elevador quando escuta seu nome no corredor...

- Beatriz. Beatriz.

Ela não podia acreditar. O que sua professora de fitoquímica fazia ali naquele corredor?

- Profª Mirza! O que faz aqui?

Espantada e assustada por estar diante de sua apaixonante musa inspiradora... Aquela que desde há dois anos vem povoando seus sonhos mais indiscretos. Que deixa todas as quintas-feiras o perfume impregnar suas narina e sua alma, fazendo com que seu patrão resmungue por estar tão dispersa na noite.

- Procurei você na faculdade a tarde toda. Não consegui te achar então tive que pegar seu endereço para te encontrar...

- Não tô entendendo...

- É que surgiu uma oportunidade de estágio na empresa farmacêutica em que sou chefe de laboratório e sempre ponho meus alunos mais aplicados...Não gosto de trabalhar com pessoas que não conheço. É uma multinacional e trabalhamos com muitos medicamentos do mercado e em pesquisas para novas formulações... Bem, gostaria de conversar com você se não tiver te atrapalhando. É estágio remunerado e eles pagam direitinho.

- Não sei nem o que dizer...

- Não quer me convidar para o seu apartamento? Talvez você não precise mais trabalhar na pizzaria... A voz de Mirza estancou nesse momento.

“Como ela sabe que trabalho na pizzaria?!!”

- Sei muito a seu respeito Beatriz. Não quer me convidar para seu apartamento? Insistiu Mirza

Desorientada e alquebrada pela sua secreta amada, retorna no corredor e abre a porta do apartamento...

Ao entrar sente mãos desejosas em seu ombro e cintura...”Não posso acreditar...eu estou alucinando...fiquei tempo demais no laboratório da faculdade hoje...estava sem máscara, devo ter inalado alguma substância sem querer...”

Não teve tempo de pensar em muita coisa, estava nos braços e sendo beijada pela mulher que mais amava, que mais desejava...

Mirza passou suas mãos pela nuca retirando o boné e desfazendo o coque. Após desceu as mãos ao longo do corpo de Beatriz. Flancos, quadril e coxas... Subiu novamente as mãos para os seios, segurava-os enquanto beijava a boca de Beatriz como se estivesse sorvendo louca, o licor de seus lábios. Não permitiu que Beatriz interrompesse o interlúdio se apressando a abrir a blusa. Ouvindo os gemidos de Beatriz, Mirza se tornou mais voraz e conduziu-a até o sofá cama que se encontrava a dois passos delas. Deitou-a mantendo-a em seus braços e sem emitir uma única palavra dirigiu o idílio amoroso.

Desarmada, Beatriz resolveu não pensar em “por quês” e simplesmente se abriu ao seu fervoroso e dedicado amor. Conduziu sua amada para entre suas pernas e apenas sorriu... Seus sonhos estavam começando a se tornarem reais...

Mirza: Persa, significa pessoa nobre. Aceita e enfrenta com naturalidade os obstáculos que encontra pela frente, mesmo os que parecem intransponíveis. Seu segredo está na perseverança e no otimismo. Só aceita como para uma pessoa de personalidade forte

Beatriz: Significa aquela que faz os outros felizes e indica uma pessoa bem disposta, capaz de fazer piada com tudo, para alegrar a si própria e para dar nova luz aos ambientes que freqüenta। Mas isso não impede que ela tenha um espírito crítico, capaz de distinguir com muita clareza o certo e o errado। Do latim "bem -aventurada".

Publicado por Carolina Bivard em Contos Lés

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